quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um livro que foi um presente de Páscoa para uma bailarina

Um livro que foi um presente de Páscoa dos padrinhos. Pretende recordar à afilhada o quanto gostam dela, apesar de muitas vezes a vida não lhes permitir estar presente.

BIA E O ESPECTÁCULO DE BALLET

«- Mana bailarina, vou bater muitas palmas! – prometeu Hugo, orgulhoso da sua irmã.
Bia ia ser a protagonista do espectáculo. Seria a Clara que, na noite de Natal, na companhia do seu irmão Fritz e do pai, receberia os convidados, entre os quais o padrinho Drosselmeyer que lhes traria um boneco quebra-nozes. Toda a história deste lindo bailado a fazia recordar os padrinhos, pois ali em palco ela teria consigo o padrinho. Porém, era o padrinho de Clara e não o seu.


(...)


- Bia! É a madrinha. Queria dar-te os parabéns. A mamã disse-me que estás a dançar lindamente!... – elogiou a madrinha Sofia pelo telemóvel.

Embora não propositadamente, Bia permaneceu em silêncio. Era um silêncio que parecia gritar o que sentia, parecia expôr a mágoa causada pela ausência dos padrinhos num dia para ela tão especial. Foi essa a única resposta que a madrinha recebeu: um silêncio ruidoso.
Ao ver uma lágrima rolar pelo rosto da sua menina, a mamã pegou no telemóvel e explicou à madrinha que Bia não queria falar naquele momento e que iria entrar em palco logo de seguida. Após desligar o telemóvel, a mamã limpou-lhe as lágrimas e segredou-lhe docemente:
- Amor, por vezes nós, os adultos, por mais que queiramos, não temos possibilidade de estar onde gostaríamos de estar… Existem compromissos, tarefas, trabalho, filhos… O dia-a-dia por vezes é cruel e absorve os nossos planos, não nos deixando fazer o que o nosso coração pede. Não fiques triste num dia tão especial como o de hoje…

Bia esboçou um sorriso, ainda que pequeno. As palavras da mamã reconfortavam-na sempre e devolviam-lhe a doçura que momentos de mágoa ou de saudade pareciam ter roubado do seu coração.»



terça-feira, 10 de abril de 2012

Novo livro para combater os pesadelos de uma menina

'MARIA LUZ E O TEATRO DE FANTOCHES'
Uma menina que acorda todas as noites assustada com pesadelos que envolvem monstros e aranhas. Falar sobre eles progressivamente torna-os menos assustadores. Enfrentá-los num teatro de fantoches tendo como aliado o Super-Coelho Dentolas, fá-los desaparecer. Mais um livro da colecção «Histórias que Ajudam».

Um excerto:
«Depois, a grande aranha de olhos vermelhos, aproximou-se rastejando e sussurrou na sua voz fininha de aranha má:
- Vou-te comer!
A menina estremeceu. Depois, respirou fundo, acalmou-se e, dando a mão ao Coelho Dentolas, respondeu:
- Eu sou mais pesada do que tu. E não caibo na tua barriga! É melhor ires-te embora ou acabas no chão como o teu amigo monstro! E ainda te dou com uma vassoura, vais ver!
O Coelho Dentolas agitou a sua capa e exclamou:
- Foge para a floresta e vai construir a tua teia noutro lado! Senão… - disse ameaçadoramente, mostrando os seus grandes e brilhantes dentes.
Ouviu-se depois a voz do avô a contar o fim da história:
«E foi assim que aquela feia aranha de olhos vermelhos fugiu e nunca mais foi vista. O monstro, esse, foi derrotado pelo Super Coelho Dentolas e nunca mais apareceu. A partir desse dia, Maria Luz dormiu serenamente sem monstros ou aranhas a quererem importuná-la com pesadelos. Porém, nunca deixou de dormir com o aliado Super Coelho Dentolas, que passou a ser o seu melhor amigo.»



NOVO LIVRO - 'HÉLÈNE RECEBE UMA VISITA MUITO ESPECIAL'

Perder um amigo que sempre apoiou, aceitou e generosamente acarinhou... com olhos meigos, saltos e lambidelas. Perder um amigo que, mesmo sem palavras, sempre compreendeu. Perder um animal que era tão ou mais especial que uma pessoa. Aceitar a perda através de um livro.

«- Sempre que não tiveres vontade de sair, lembra-te de como eu gostava de passear ao teu lado. Sempre que quiseres chorar, lembra-te das diabruras que eu fazia e que te faziam chorar… de rir! Sempre que te sentires perdida, procura a estrelinha mais brilhante do céu. Estarei lá a olhar por ti. Sempre que apenas quiseres estar quieta, lembra-te como eu era feliz a passear, a brincar, a correr na praia. Agora… apenas serei feliz se tu também fores, minha querida avó.»

segunda-feira, 9 de abril de 2012

«O Globo Falante» - história desenvolvida para uma sala de JI

Uma história criada para introduzir o tema da Europa e da União Europeia numa sala de Jardim-de-Infância. Todas as crianças foram personagens da história, o que causou grande euforia e receptividade pelo tema. A ilustração ficou a cargo dos meninos e meninas e o resultado não poderia ser melhor! Ei-lo:

terça-feira, 3 de abril de 2012

«Como um lago em sossego» - que se desassossega por instantes

Uma história que celebra o amor e que pretende comunicar a Alberto que em breve será pai.
«Sentiu o calor da pele de Alberto. Abraçou-a e, sem nada dizer, pousou a cabeça no seu ombro. Ambos se olharam pelo espelho. Como um lago em sossego, ali se deixaram estar, simplesmente sentindo a calma que naquela manhã os inundara. Os relógios talvez tivessem parado. Talvez, se voltassem a olhar a janela, se apercebessem que já ninguém corria.»
(...)
«Enquanto esperava, Susana apercebeu-se de um pequeno pardalito que por ali esvoaçava, de vez em quando pousando junto dela. ‘Provavelmente quer pão…’ Atirou então algumas migalhas de pão para a relva, mas o pardal não as quis. Pouco depois, algumas formigas, cheias de força, levavam as preciosas migalhas para o formigueiro. Já o pardal, somente saltitava, olhando-a sempre. Em silêncio, Susana decidiu esticar o dedo indicador. Inexplicavelmente, o pardalito saltitou até pousar no seu dedo. Susana susteve a respiração, temendo assustá-lo se falasse ou se apenas respirasse. Ao longe, observou Alberto que se aproximava. O pardalito também. Piando, voou e pousou no ramo da árvore que estava junto a Susana. Como se soubesse, quis presenciar o momento.»


Uma história onde cabem 5 países e 13 amigos - «'Os Invencíveis' na Europa»

Um livro que pretende reunir, através das palavras, os gostos do Diogo: futebol, viagens, música, Beyblades e até pasta italiana.Através de um torneio, Diogo e os colegas de equipa ('Os Invencíveis') partem numa aventura pela Europa. Conhecer o Messi, divertir-se na Eurodisney ou andar de Lamborguini são sonhos tornados realidade nesta história.

Eis um excerto:

«Já no avião, todos ocuparam os seus lugares e apertaram os cintos. Estavam agitados com aquela viagem que tanto mereciam. E todos eles olharam para o lado e observaram com carinho o seu estádio, o estádio do Futebol Clube Pedras Rubras, que se via dali. Por mais estádios famosos que viessem um dia a pisar, aquele seria sempre especial. Pouco depois, ouviu-se a voz do piloto a anunciar a descolagem. O avião começou a mover-se. Primeiro, lentamente. Depois, veloz, percorreu a pista até levantar as rodas do chão e subir rumo ao céu. Nesse momento, Diogo sentia-se livre.»